Um Senhor Aprendizado

Por coincidência ou não, nos últimos tempos andei assistindo a muitos filmes com uma lição de vida bastante evidente. A maioria deles fala da chegada à velhice e das coisas que se aprende ao longo da vida, os arrependimentos, as lições, os sonhos e o mais importante: a experiência. Todos esses filmes que eu vi me fizeram refletir sobre uma mensagem: o quanto a vida passa rápido e o tanto de bagagem que vamos levando pela nossa estrada.

No inesquecível “The Way” (2010. O Caminho, em português), além da lição que você vai entendendo no decorrer do filme, ele traz algumas frases que ficam na cabeça, sabe? A história mostra um pai, Tom, vivido por Martin Sheen, que viaja para buscar os restos mortais do seu único filho, depois de saber que ele morrera ao iniciar o trajeto de Santiago de Compostela. Daniel, interpretado por Emilio Estevez, tinha o desejo de viajar o mundo. Largou uma vida tradicional e sonhada por seu pai, simplesmente para seguir seus sonhos. Toda história se desenvolve quando Tom decide fazer o caminho pelo seu filho, levando suas cinzas aos lugares que ele sonhava conhecer. Ao longo do caminho ele vai lembrando de todos os conselhos que o filho lhe dava e as discussões que tinham sobre essa escolha que o filho fez. A última frase que Daniel diz a Tom antes de viajar é nada menos que: “Não se escolhe uma vida, pai. Você vive uma.” Outra fala que me chamou muito atenção, foi quando Tom chega a um hostel, no meio do caminho, ao conversar com a dona do local, questiona algo assim: “A sra. viveu aqui a sua vida toda, e porque nunca percorreu o caminho?” ao que ela responde: “Quando era jovem e tinha saúde eu nunca tinha tempo e agora que estou velha e tenho tempo, não tenho mais saúde”. Inteligente raciocínio, não? Não vou falar mais, para que vocês fiquem com vontade de assistir. Vale cada minuto em frente à TV. É lindo (tem no Netflix).

The Way

Outro filme que traz uma mensagem interessante é “Um Santo Vizinho” (2014). Bill Murray é Vincent, um velhote rabugento e mal educado que aceita, por dinheiro, tomar conta de um menino de 12 anos, filho de sua nova vizinha vivida por Melissa McCarthy. Vincent é irresponsável e cínico, mas vai conquistando aos poucos, à medida que entendemos o quanto a vida pode ter sido dura e o tornado do jeito que é. Essa comédia dramática nos faz perceber como julgamos as pessoas sem ao menos sabermos suas histórias. Há um conflito entre gerações, muitas aventuras e o final é surpreendente. Assistam!santo vizinho

Pra fechar com chave de ouro, há duas semanas aluguei um filme que me chamava atenção há tempos, mas sempre priorizava outras histórias. Me arrependi, deveria ter assistido antes: “Um Senhor Estagiário” (2015). O filme é leve, mas com uma pitadinha de drama e cenas engraçadas. Filme que têm Robert De Niro e Anne Hathaway juntos nem precisa de apresentação. Ben Whittaker, vivido por De Niro, é um viúvo de 70 anos, que passa seus dias arrumando o que fazer. Cansado da monotonia, após uma vida inteira ativa, decide se inscrever em um programa de Estágio Sênior na empresa da atrapalhada e atarefada Jules Ostin (Anne). Jules construiu um império rapidamente e têm dificuldades em delegar tarefas, com isso, acaba trabalhando demais e deixando de lado coisas importantes como dormir, comer e cuidar da sua família. Depois de muita resistência por parte da chefe, eles começam a se aproximar e nasce uma grande amizade. O personagem de De Niro é incrível, daqueles vôzinhos que todo mundo adora, pede conselhos e admira. O filme desenrola sem você perceber, é daquelas histórias que não precisa de vilão ou de alguém querendo puxar o tapete do outro. É divertido, leve, delicioso e me fez chorar no final rsrs. Da categoria IMPERDÍVEL.

Um-Senhor-Estagiario

Enfim, o que quis trazer aqui, além de dicas de filmes sensacionais, foi a ideia de que a experiência adquirida ao longo da vida sempre deixa uma mensagem importante. Apesar de os “tempos serem outros” e hoje a possuirmos tanta tecnologia e facilidades ao nosso alcance, algumas coisas importantes vão se perdendo pelo caminho. Educação, paciência, prudência, carinho, aprender a valorizar a companhia do outro e aproveitar melhor os dias, como se fossem os últimos, mas a maior lição eu acho que é: o tempo voa.

Beijos!

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